Onde a demonstração não é deixada como exercício para o leitor.

Exercício 14, Capítulo 1, Curso de Física Básica Vol. 2: tubo em U

Moysés Nussenzveig

Curso de Física Básica – 4a Edição

Capítulo 1: Estática dos Fluidos

Exercício 14:

Enunciado:

Um tubo em U, contendo um líquido, gira em torno do eixo $Oz$ (Figura P.11), com velocidade angular de $10 \; rad/s$. A distância $d$ entre os dois ramos do tubo é de 30 cm, e ambos são abertos na parte superior. Calcule a diferença de altura $h$… para ter acesso ao enunciado completo, cheque a disponibilidade do livro na biblioteca da sua instituição de ensino. O livro também pode ser adquirido através desse link.

Dados relevantes fornecidos no enunciado:

  • Tubo em $U$ que gira em torno do eixo $Oz$ com velocidade $10 \; rad/s$;
  • A distância entre os ramos do tubo é de $30 \; cm$.
  • Item único:

    Devido à rotação do recipiente em torno do eixo $z$, surge uma força fictícia, a força centrífuga, que faz o líquido ser empurrado para longe do eixo de rotação. Nesse caso, devido a forma do recipiente, o líquido flui de um ramo ao outro, causando a diferença de altura entre os níveis de água. O sistema está em equilíbrio, ou seja, a pressão em ambos os ramos é igual na altura do nível do líquido do lado esquerdo:

    $$
    P_0 + P_c = P_0 + \rho g h
    \tag{1}$$

    $P_0$ é a pressão atmosférica, presente em ambos os lados. $P_c$ é a pressão causada pela força centrífuga, e o termo $\rho g h$ vem da pressão exercida pela coluna de líquido de altura $h$ no lado direito.

    Note que podemos escrever a equação 1 para obtermos uma expressão para $h$:

    $$
    h = \frac{P_c}{\rho g}
    \tag{2}$$

    Nos resta então obter uma expressão para essa pressão, $P_c$.

    Como dito anteriormente, nessa situação em que o recipiente está girando em torno de um dos ramos, o líquido é empurrado ao outro lado pela força fictícia, que é quem gera a pressão que devemos calcular. Nós sabemos que o elemento de força pode ser escrito como:

    $$
    d\vec{F_c} = \vec{f}dV
    \tag{3}$$

    Onde $\vec{F_c}$ é a força centrífuga, $\vec{f}$ é a densidade de força, e $dV$ o elemento de volume. De acordo com o livro (seção 1.4), a densidade de força centrífuga é:

    $$
    \vec{f} = \rho \omega^2r\hat{r}
    \tag{4}$$

    Portanto podemos escrever:

    $$
    d\vec{F_c} = \hat{r} \rho \omega^2r dV
    \tag{5}$$

    Como sabemos que a área do tubo não se altera, podemos chamá-la de $A$ e dizer que $dV = A dr$, onde $dr$ é a distância do eixo $Oz$. Sendo assim, nossa expressão se torna:

    $$
    d\vec{F_c} = \hat{r} \rho \omega^2 A rdr
    \tag{6}$$

    Devido à forma de $U$ do tubo, a distância que o líquido percorre é $d$, portanto podemos integrar a expressão acima até $d$:

    $$
    \vec{F_c} = \hat{r} \rho \omega^2 A \int_0^d rdr
    \tag{7}$$

    O que resulta em:

    $$
    \vec{Fc} = \frac{\rho \omega^2 A d^2}{2}
    \tag{8}$$

    Sabemos que a pressão gerada por essa força nada mais é que $P_c = F_c/A$, ou seja:

    $$
    P_c = \frac{\rho \omega^2 d^2}{2}
    \tag{9}$$

    Usando esse resultado na equação 2, temos que:

    $$
    h = \frac{\omega^2d^2}{2g}
    \tag{10}$$

    Substituindo os valores conhecidos na expressão acima:

    $$
    \boxed{h = \frac{10^2 \times 0,3^2}{2 \times 9,81} \approx 0.46 \; m}
    \tag{11}$$

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