Onde a demonstração não é deixada como exercício para o leitor.

Exercício 33, Capítulo 8, Fundamentos de Física Vol. 1: mola

Halliday & Resnick

Fundamentos de Física – 10a Edição

Capítulo 8: Energia Potencial e Conservação da Energia

Exercício 33:

Enunciado:

Na Fig. 8-46, uma mola com k = 170 N/m está presa no alto de um plano inclinado, sem atrito, de ângulo $\theta = 37,0^{\circ}$. A extremidade inferior do plano inclinado fica a uma distância $D = 1,00 \; m$ da extremidade inferior da mola quando esta se encontra relaxada. Uma lata de 2,00 kg é empurrada contra a mola até esta ser comprimida 0,200 m e depois liberada. (a) Qual é a velocidade da lata no instante em que a mola retorna … para ter acesso ao enunciado completo, cheque a disponibilidade do livro na biblioteca da sua instituição de ensino. O livro também pode ser adquirido através desse link.

Dados relevantes fornecidos no enunciado:

  • Mola com constante elástica $k = 150\;N/m$;
  • Mola presa num plano inclinado com ângulo de $\theta=37^\circ$;
  • Distância $D=1\;m$ entre a extremidade inferior da mola e a extremidade inferior do plano inclinado;
  • Uma lata de $m=2\;kg$ é empurrada na mola até uma deformação de $x=0,2\;m$ e depois é liberada.
  • Item (a):

    Devemos calcular a velocidade da lata no instante em que a mola volta a posição de equilíbrio, ou seja, o momento que a lata perde contato. Vamos resolver esse problema utilizando conservação de energia entre dois momentos.

    $$
    K_1+U_1=K_2+U_2
    \tag{1}$$

    O momento 1 (inicial) será o momento logo antes de soltar a lata. Ou seja, a energia cinética é nula ($K_1=0$) e a potencial é a soma da energia potencial da mola comprimida pela lata ($U_m$) e a energia potencial gravitacional ($U_g$).

    $$
    U_1 = U_m + U_g = \frac{kx^2}{2} + mg(D+x)sen(\theta)
    \tag{2}$$

    Utilizando a figura 8-46 disponibilizada pelo exercício, vamos definir que as medidas de altura serão em relação a base do plano inclinado. O eixo x será paralelo ao plano inclinado, com sentido positivo para cima e com origem na extremidade da mola relaxada. Com isso, podemos ver que a energia potencial gravitacional fica como escrevemos.

    O momento 2 (final) será o momento em que a lata se desprende da mola, a qual chega no seu estado relaxado, então a energia potencial da mola nesse caso é nula e só teremos energia cinética da lata e a nova energia potencial gravitacional que só terá o termo devido a altura $h=Dsen\theta$:

    $$
    K_2 + U_2 = \frac{mv^2}{2}+mgDsen\theta
    \tag{3}$$

    Substituindo as Equações (2) e (3) na Equação (1):

    $$
    mg(D+x)sen\theta + \frac{kx^2}{2} = \frac{mv^2}{2}+mgDsen\theta
    \tag{4}$$

    Agora, basta isolarmos a velocidade v, que é a velocidade da lata que o item nos pede:

    $$
    v = \sqrt{2gxsen\theta+\frac{kx^2}{m}}
    \tag{5}$$

    Substituindo os valores dados no exercício:

    $$
    v = \sqrt{2(9,8\;m/s^2)(0,2\;m)sen37^\circ+\frac{(150\;N/m)(0,2\;m)^2}{2\;kg}}
    \tag{6}$$

    $$
    \boxed{v=2,4\;m/s}
    \tag{7}$$

    Item (b):

    Nesse item, nos é pedido a velocidade da lata ao atingir a extremidade inferior do plano inclinado. Vamos aplicar conservação de energia mecânica entre dois momentos. O momento 1 será o mesmo considerado no item (a). O momento 2 (final), nesse caso, será quando a lata chega ao final do plano inclinado, como pedido no exercício. Então, no momento 2 não teremos energia potencial elástica e nem gravitacional ($h=0$ da maneira que definimos), só teremos energia cinética:

    $$
    K_1+U_1 = K_2 + U_2 \Longrightarrow 0+mg(D+x)sen\theta+\frac{kx^2}{2}=\frac{mv^2}{2}+0
    \tag{8}$$

    Nesse caso, a velocidade v é a velocidade da lata quando ela chega na extremidade inferior do plano inclinado:

    $$
    v = \sqrt{2g(D+x)sen\theta+\frac{kx^2}{m}}
    \tag{9}$$

    $$
    v = \sqrt{2(9,8\;m/s^2)(1\;m+0,2\;m)sen37^\circ+\frac{(150\;N/m)(0,2\;m)^2}{2\;kg}}
    \tag{10}$$

    $$
    \boxed{v=4,2\;m/s}
    \tag{11}$$

    Como curiosidade, perceba a diferença entre as velocidades nos dois instantes de cada item (Equação (6) e Equação (10)). A única diferença é que o primeiro termo dentro da raíz adiciona-se o comprimento do restante do plano inclinado (D).

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